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	<title>Questionamentos jurídicos &#8211; Index Jurídico</title>
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	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
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	<title>Questionamentos jurídicos &#8211; Index Jurídico</title>
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	<item>
		<title>O que é elisão fiscal?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/o-que-e-elisao-fiscal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 13:56:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Questões relacionadas ao planejamento fiscal e minimização da tributação são recorrentes no Brasil. Dentre elas, discute-se com frequência sobre a noção de elisão fiscal. De uma forma geral, a doutrina denomina de elisão fiscal as práticas e técnicas utilizadas para licitamente se planejar e alcançar a menor tributação possível sobre uma operação. Nesse sentido: Assim, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Questões relacionadas ao planejamento fiscal e minimização da tributação são recorrentes no Brasil. Dentre elas, discute-se com frequência sobre a noção de <strong>elisão fiscal</strong>.</p>



<span id="more-1299"></span>



<p>De uma forma geral, a doutrina denomina de elisão fiscal as práticas e técnicas utilizadas para licitamente se planejar e alcançar a menor tributação possível sobre uma operação. Nesse sentido:</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Assim, quando o contribuinte usa de meios <strong>lícitos </strong>para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa, tem-se, para a maioria da doutrina, a elisão fiscal.</p><cite>ALEXANDRE, 2017, P. 341.</cite></blockquote>



<p>A figura se distancia da noção de evasão fiscal, que corresponderia aos métodos <strong>ilícitos </strong>de evitar a tributação.</p>



<p>Verifica-se, portanto, que a noção de planejamento tributário está intimamente associada à elisão, como aponta a doutrina:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default"><p>Planejamento tributário é a organização das atividades do contribuinte de sorte a que sejam licitamente submetidas ao menor ônus tributário possível. Imagine-se, por exemplo, que um contribuinte necessita de uma máquina para sua fábrica. Nesse caso, pode adquiri-la no mercado interno, ou importá-la, ou ainda alugar uma. Cada uma dessas opções gera  consequências tributárias diferentes, e, se o contribuinte optar por aquela sujeita à menor carga tributária, estará praticando planejamento tributário.</p><cite>MACHADO SEGUNDO, 2018.</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>ALEXANDRE, Ricardo. <em>Direito tributário</em>. Salvador: JusPodivm, 2017.</p>



<p>MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito. <em>Manual de direito tributário</em>. São Paulo: Atlas, 2018.</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que são mandatos cruzados na competência penal do STF?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/o-que-sao-mandatos-cruzados-na-competencia-penal-do-stf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 13:43:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Julgamentos relevantes]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
		<category><![CDATA[informativo]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[Em recente julgamento de questão de ordem no Inq 4342 QO/PR, o STF reafirmou a tese segundo a qual é mantida a competência penal da corte para investigar e julgar parlamentar federal que, sem solução de continuidade, tenha se elegido para a outra casa do Congresso (Senado ou Câmara). Esse fenômeno se denomina de mandatos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em recente julgamento de questão de ordem no <a rel="noreferrer noopener" href="http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5090101" target="_blank">Inq 4342 QO/PR</a>, o STF reafirmou a tese segundo a qual é mantida a competência penal da corte para investigar e julgar parlamentar federal que, sem solução de continuidade, tenha se elegido para a outra casa do Congresso (Senado ou Câmara). Esse fenômeno se denomina de <strong>mandatos cruzados</strong>.</p>



<span id="more-1286"></span>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Ou seja, o senador que, na eleição subsequente, se elege para deputado (ou vice-versa), segue submetido à competência penal originária do STF.</p></blockquote>



<p>A mudança da casa legislativa no qual se exerceu o mandato que inicialmente motivou o foro, portanto, não prejudica a competência do STF.</p>



<p>Contudo, ressalvou o STF que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>[&#8230;] quando o investigado ou acusado não tiver sido novamente eleito para os cargos de deputado federal ou senador, a competência do STF deve ser declinada.</p><cite>stf &#8211; informativo nº 1049</cite></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é mutação constitucional?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/mutacao-constitucional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 19:02:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hermenêutica constitucional]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
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					<description><![CDATA[A mutação constitucional é um fenômeno inerente à interpretação e aplicação da Constituição no caso concreto, tendo em vista a sua pretensão maior de orientar aspectos relevantes da vida em sociedade. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A mutação constitucional é um fenômeno inerente à <strong>interpretação e aplicação da Constituição no caso concreto</strong>, tendo em vista a sua pretensão maior de orientar aspectos relevantes da vida em sociedade. </p>



<p>Este meio, entretanto, está sujeito às frequentes mudanças decorrentes do <strong>dinamismo das relações</strong> que vivenciamos, razão pela qual a norma constitucional editada sob circunstâncias diversas pode, por vezes, passar por um <strong>processo informal</strong> de transformação, de forma a se atualizar e melhor se adequar às novas circunstâncias fáticas vigentes.</p>



<span id="more-87"></span>



<p>Este processo informal (pois independe de um procedimento de reforma, diferenciando-se de emendas constitucionais) não traz mudança ao texto escrito, mas espontaneamente altera o alcance e eficácia da substância normativa. Essa transformação se dá por meio da interpretação das normas constitucionais no caso concreto.</p>



<p>O ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal Eros Grau já definiu o fenômeno:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>A mutação constitucional é transformação de sentido do enunciado da Constituição sem que o próprio texto seja alterado em sua redação, vale dizer, na sua dimensão cons­titucional textual.</p><cite>STF, Recl. 4.335-5/AC</cite></blockquote>



<p>Exemplo da incidência do fenômeno é apontado por Rodrigo Padilha:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default"><p>Com base nesses fundamentos, o STF julgou procedente as demandas, aplicando, com efeito erga omnes, vinculante e ex tunc, a mutação &nbsp;constitucional ao art. 226, § 3.º, da CR, para reconhecer uniões homossexuais como entidade familiar. Dessa forma, onde o artigo citado expõe o termo “homem e mulher” leia-se: “seres humanos”. Por consequência, essa mutação gerou ao art. 1.723 do CC/2002 a interpretação conforme a Constituição.</p><cite><i>PADILHA</i>, 2014.</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>PADILHA, Rodrigo. <em>Direito constitucional</em>. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014, recurso digital.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é o erro culturalmente condicionado no Direito Penal?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/o-que-e-o-erro-culturalmente-condicionado-no-direito-penal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 18:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria geral]]></category>
		<category><![CDATA[direito penal]]></category>
		<category><![CDATA[erro de proibição]]></category>
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					<description><![CDATA[O erro culturalmente condicionado é objeto de análise dos estudiosos do Direito Penal, envolvendo temáticas complexas de choques de culturas e viabilidade de aplicação da legislação penal em contextos culturais plurais e diversificados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O erro culturalmente condicionado é objeto de análise dos estudiosos do Direito Penal, envolvendo temáticas complexas de choques de culturas e viabilidade de aplicação da legislação penal em contextos culturais plurais e diversificados.</p>



<p>Em linhas gerais, a aplicação da teoria emerge nos casos em que o indivíduo de uma cultura (usualmente minoritária), ainda não internalizou aspectos de outra cultura em que se encontra inserido (ou pela qual está abrangido de alguma forma), vindo a praticar atos que, sob ótica da cultura dominante, são criminosos, enquanto na ótica de sua cultura não o são.</p>



<span id="more-1057"></span>



<p>Em tais situações, a violação da norma penal carece da típica reprovabilidade e censura social, porque não vem acompanhada de um voluntário e deliberado interesse em desprestigiar o bem jurídico e posicionar-se de forma antissocial. O que ocorre, sob o ponto de vista da cultura majoritária, é uma espécie de erro na compreensão cultural do ilícito, algo similar a um erro de proibição. </p>



<p>Nesta visão, portanto, a doutrina fala na exclusão da culpabilidade do agente por uma causa supralegal. </p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Em síntese, justifica-se a isenção de culpa do que se acha em erro de compreensão culturalmente condicionado porque não descumpre a norma por infidelidade ético-volitiva e não se encontra sob autocontradição, exatamente por entender que aquela prática é tida como válida ou necessária no seio da sua comunidade.</p><cite>torres, 2015, p. 111.</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>De uma forma geral, a questão trata da ponderação da punibilidade de agentes oriundos de culturas bastante diferentes quando praticam atos que são comuns e normais nestas culturas, mas tipicamente ilícitos fora dessa cultura. Exemplos clássicos envolvem práticas indígenas que envolvem funerais, rituais e outras práticas que compõem o modo de viver dos grupos.</p></blockquote>



<p>Um dos principais nomes por trás da teoria do erro culturalmente condicionado é Zaffaroni (1997), que, diante da pluralidade cultural, dentro das sociedades democráticas, busca soluções igualmente plurais e democráticas, humanizando e contextualizando a aplicação do Direito Penal.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>TORRES, Márcio Andrade. <em>O lugar da cultura na  culpabilidade dos índios</em>. Boletim Científico, ano 14, número 46, edição especial, Brasília/DF, 2015. <a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)" href="http://boletimcientifico.escola.mpu.mp.br/boletins/edicao/at_download/file#page=49" target="_blank">Disponível online</a>.<br>ZAFFARONI, Eugenio Raul; PIERANGELI, José Henrique. <em>Manual de Direito Penal  Brasileiro</em>. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é a Teoria Egológica do Direito?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/o-que-e-a-teoria-egologica-do-direito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 18:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia do Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia do direito]]></category>
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					<description><![CDATA[No âmbito da filosofia do Direito, têm relevo as ideias propostas pelo argentino Carlos Cossio, cuja principal contribuição é a teoria egológica do Direito. Tal visão sobre o Direito é melhor compreendida quando confrontada com as ideias de Hans Kelsen, de quem Cossio foi aluno, tendo em vista que as bases da teoria egológica confrontam as da teoria pura. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No âmbito da filosofia do Direito, têm relevo as ideias propostas pelo argentino <strong>Carlos Cossio</strong>, cuja principal contribuição é a teoria egológica do Direito.</p>



<p>Tal visão sobre o Direito é melhor compreendida quando confrontada com as ideias de Hans Kelsen, de quem Cossio foi aluno, tendo em vista que as bases da teoria egológica confrontam as da teoria pura. </p>



<span id="more-1127"></span>



<p>Na teoria egológica de Cossio, a conduta humana é o ponto de partida do estudo do Direito, é o átomo básico deste estudo. A norma jurídica seria apenas uma representação desse agir humano. É a vida humana em exercício, a atuação dos sujeitos, o ego, que fomenta a base e o nome da teoria egológica. </p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>A grande contribuição que a teoria egológica traz ao estudo do Direito  é a nova forma de olhar a norma, que deixa de ser o principal elemento da  ciência jurídica e transforma-se em seu principal meio de conhecimento. Mais  importante que a própria norma é a conduta humana e a interação do ego em sociedade, sendo que uma de suas projeções é o “dever-ser”.<br> Assim, a norma é a via pela qual o jurista toma conhecimento da conduta  humana, esta sim o verdadeiro substrato no qual se erige o Direito.</p><cite>BITTAR; ALMEIDA, 2015, p. 452.</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>Bittar, Eduardo Carlos Bianca; ALMEIDA, Guilherme Assis de. <em>Curso de</em> <em>Filosofia do Direito</em>. São Paulo: Atlas, 2015.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qual a diferença entre Direito e Moral?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/qual-a-diferenca-entre-direito-e-moral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 19:55:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia do Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia do direito]]></category>
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					<description><![CDATA[Direito e Moral são duas disciplinas que têm pretensões deontológicas (estudo das regras de "dever ser"), ou seja, que estipulam parâmetros para a praxe humana, apontando um ideal de conduta a ser seguido. Tais figuras, contudo, divergem drasticamente em suas características.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Direito e Moral são duas disciplinas que têm pretensões deontológicas (estudo das regras de &#8220;dever ser&#8221;), ou seja, que estipulam parâmetros para a praxe humana, apontando um ideal de conduta a ser seguido. Tais figuras, contudo, divergem drasticamente em suas características.</p>



<span id="more-1129"></span>



<p>A Moral é o conjunto de normas sociais decorrentes de uma cultura própria, de convenções sociais e de parâmetros costumeiros consolidados pela convivência de uma sociedade, estando em constante evolução orgânica. São normas que partem dos próprios grupos de indivíduos e se irradiam no seu meio (autonomia ou espontaneidade).</p>



<p>As normas estabelecidas pela Moral, contudo, não são cogentes ou vinculantes, expondo seu ferimento à censura pelos indivíduos do corpo social. Não é possível forçar seu cumprimento ou impor sanções (coercibilidade).</p>



<p>A seu turno, as normas do Direito são cogentes, coercitivas e heterônomas e bilaterais:</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Heteronomia,  coercibilidade e bilateralidade seriam as notas essenciais do Direito,  porque as obrigações jurídicas formulam-se da comunidade para o indivíduo,  e não o contrário, porque o descumprimento de comandos jurídicos pode ter  como modo a aplicação de sanções, e mesmo o exercício do comando jurídico  sob a força física, uma vez que o Estado monopoliza a violência, e, por fim,  porque as relações jurídicas pressupõem ao menos a interação de dois sujeitos  para existir e serem cumpridas. Unilateralidade, incoercibilidade e autonomia  seriam as notas essenciais da moral, significando exatamente o oposto do indicado  anteriormente como características do Direito.</p><cite> BITTAR; ALMEIDA, 2015, p. 591</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>Bittar, Eduardo Carlos Bianca; ALMEIDA, Guilherme Assis de. Curso de <em>Filosofia do Direito</em>. São Paulo: Atlas, 2015.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é &#8220;suicídio pela polícia&#8221;?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/o-que-e-suicidio-pela-policia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 12:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criminologia]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
		<category><![CDATA[criminologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Principalmente nos Estados Unidos da América, alguns estudiosos analisam um fenômeno social chamado de "suicide by cop" (suicídio pela polícia, ou por policial) ou "police assisted suicide" (suicídio assistido pela polícia), normalmente associado aos tiroteios em massa ("mass shootings") que ocorrem com certa frequência no país, envolvendo múltiplas vítimas e um atirador cujo modus operandi usualmente não prevê uma fuga com vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Principalmente nos Estados Unidos da América, alguns estudiosos analisam um fenômeno social chamado de &#8220;suicide by cop&#8221; (suicídio pela polícia, ou por policial) ou &#8220;police assisted suicide&#8221; (suicídio assistido pela polícia), normalmente associado aos tiroteios em massa (&#8220;mass shootings&#8221;) que ocorrem com certa frequência no país, envolvendo múltiplas vítimas e um atirador cujo <em>modus operandi</em> usualmente não prevê uma fuga com vida.</p>



<p>A definição do fato social é relativamente simples na sua abstração: é a situação em que um indivíduo, com interesse suicida, move as forças de segurança pública para uma reação letal.</p>



<span id="more-1067"></span>



<p>Estudos de cunho psicológico e psiquiátrico tendem a encontrar um padrão nestas condutas, verificando uma forte presença de indivíduos com doenças mentais e depressão (DEWEY, ALLWOOD ET AL., 2013).</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>O suicídio por policial ocorre quando um suicida busca propositalmente provocar a força policial a atirar em si com a intenção de se matar (tradução livre).</p><cite>dewey, allwood et al., 2013, p. 24,</cite></blockquote>



<p>No Brasil, há projetos de lei que buscam a criação de uma <strong>excludente de ilicitude</strong> com o mesmo nome, contudo, melhor técnica e análise jurídico-legislativa aponta que <strong>as atuais excludentes de ilicitude já abrangem as situações legítimas </strong>onde a atuação das forças de segurança não têm possibilidade de evitar o resultado letal.</p>



<p>De fato, a <strong>legítima defesa própria e de outrem</strong>, o <strong>estado de necessidade próprio e de outrem</strong> e o <strong>estrito cumprimento de dever legal</strong> já excluem a ilicitude da <strong>reação legítima </strong>das forças policiais, não acobertando, por óbvio, outras situações ilícitas que são comuns no Brasil.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>DEWEY, L; ALLWOOD, M; et al. <em>Suicide by cop</em>: Clinical risks and subtypes. In:  Suicide Research: Selected Readings. v. 11. Samford, 2013. <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Disponível online (abre numa nova aba)" href="https://www.griffith.edu.au/__data/assets/pdf_file/0028/574084/Selected_Readings_Vol11.pdf#page=33" target="_blank">Disponível online</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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