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	<title>Título IV &#8211; Do concurso de pessoas &#8211; Index Jurídico</title>
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	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
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	<title>Título IV &#8211; Do concurso de pessoas &#8211; Index Jurídico</title>
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	<item>
		<title>Art. 31 &#8211; Impunibilidade dos atos e ajustes preparatórios</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-31-impunibilidade-dos-atos-e-ajustes-preparatorios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 13:44:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título IV - Do concurso de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[iter criminis]]></category>
		<category><![CDATA[tentativa]]></category>
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					<description><![CDATA[Como regra, a punibilidade do agente depende do início dos atos executivos, não sendo puníveis as fases internas (cogitação) e preparatórias do delito. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><strong>Casos de impunibilidade</strong><br>Art. 31 &#8211; O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. </p></blockquote>



<p>Como regra, <strong>a punibilidade do agente depende do início dos atos executivos</strong>, não sendo puníveis as fases internas (cogitação) e preparatórias do delito. </p>



<p>Igualmente, <strong>as condutas acessórias no concurso de pessoas são impuníveis, caso o autor não inicia a execução do fato típico</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Não bastam manifestações da vontade criminosa por palavras ou atos: é necessária uma atividade que efetivamente acarrete, no mínimo, um eventus periculi, um começo de execução do crime projetado. Somente em casos excepcionais, dado o grave perigo que em si mesmos representam, se incriminam ou punem os atos meramente preparatórios ou os entendimentos ou articulações preliminares (ex.: associação para delinquir in genere, incitação pública de crime, conspiração etc.).</p><cite>hungria; fragoso, 1978, p. 438.</cite></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.  <br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Art. 30 &#8211; Circunstâncias incomunicáveis</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-30-circunstancias-incomunicaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2019 23:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título IV - Do concurso de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[circunstâncias]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cp.indexjuridico.com/?p=295</guid>

					<description><![CDATA[Circunstâncias incomunicáveisArt. 30 &#8211; Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. No concurso de pessoas, em regra as circunstâncias e condições de caráter pessoal não se comunicam. Isso quer dizer que peculiaridades de um agente que agravam ou atenuam a sua pena no crime, em regra, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><strong>Circunstâncias incomunicáveis</strong><br>Art. 30 &#8211; Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. </p></blockquote>



<p>No concurso de pessoas, em regra as circunstâncias e condições de caráter pessoal não se comunicam. Isso quer dizer que peculiaridades de um agente que agravam ou atenuam a sua pena no crime, em regra, não o fazem em face do consorte.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Tome por exemplo algumas das circunstâncias dos arts. 61 e 65, do Código Penal: o cometimento de crime com embriaguez preordenada, contra ascendente, com abuso de autoridade, por menor de 21 anos.</p></blockquote>



<p>A exceção à regra se verifica nas hipóteses onde essas circunstâncias compõem elementares do tipo criminoso, ou seja, <strong>integram a descrição típica do fato criminoso</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Pense no peculato (que possui como elementar a prática de uma conduta por um funcionário público). Se o partícipe que não é funcionário público (extraneus) atua com um para consumar o peculato, responderá pelo crime mesmo não ostentando a qualidade subjetiva prevista no tipo penal.</p></blockquote>



<p>Atenção deve ser dada, por fim, aos <em>delitos personalíssimos</em>, que, usualmente, importam na exceção da regra monista e determina-se a punição das partes por tipos diversos. É o que acontece, por exemplo, na cooperação para o infanticídio. Observe:</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Importam elas [condições personalíssimas] um privilegium em favor da pessoa a que concernem. São conceitualmente inextensíveis e impedem, quando haja cooperação com o beneficiário, a unidade do título do crime. Assim, a &#8220;influência do estado puerperal&#8221; no &#8220;infanticídio&#8221; e a causa honoris do crime do art. 134: embora elementares, não se comunicam aos cooperadores, que responderão pelo tipo comum do crime (isto é, sem o privilegium).</p><cite>hungria; fragoso, 1978, p. 437-438.</cite></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.<br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Art. 29 &#8211; O concurso de pessoas</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-29-o-concurso-de-pessoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2019 17:37:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título IV - Do concurso de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[autoria mediata]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
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					<description><![CDATA[Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 29 &#8211; Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.<br>§ 1º<strong> </strong>&#8211; Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço.<br>§ 2º &#8211; Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. </p></blockquote>



<p>No que diz respeito ao <strong>concurso de pessoas </strong>ou concurso subjetivo no crime, o Código afirma que <strong>os agentes incidem nas penas cominadas à conduta típica, na medida de sua culpabilidade</strong>. </p>



<p>O concurso subjetivo nada mais é do que a cooperação para a realização do delito, a confluência de vontades e o <strong>liame subjetivo</strong> para atingir um resultado criminoso. Essa ligação psicológica pode surgir previamente ou no curso da execução, contanto que <strong>cada conduta envolvida tenha alguma relevância para o resultado final.</strong></p>



<p>O concurso de pessoas pode ser <strong>eventual </strong>(para aqueles crimes que não necessitam de uma pluralidade de agentes) ou <strong>necessário </strong>(quando o tipo penal necessita dessa pluralidade &#8211; <em>crimes plurissubjetivos</em>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Observe que é possível o concurso para <strong>crime culposo</strong>, bastando que, na conduta inicial, os agentes atuem em cooperação, alcançando culposamente um resultado ilícito previsível.</p><p>Igualmente, pode-se cogitar o concurso em <strong>crime omissivo</strong>, bastando que os agentes, ligados por um liame subjetivo, se omitam diante de um dever legal. </p></blockquote>



<p>A teoria que prevalece como regra é a <strong>unitária (monística ou monista)</strong>: <strong>só há um delito para todos, mesmo que existam múltiplos agentes</strong>. Nas penas desse delito <strong>cada um responderá de acordo com sua participação</strong>. Inclusive, se a participação for de menor importância, prevê o Código uma causa de diminuição de um sexto a um terço (1/6 a 1/3).</p>



<p>Como se percebe, a teoria unitária reconhece a existência de um só crime, sendo seus responsáveis apenados na medida de suas culpabilidades. Nesse contexto, a doutrina já aponta para as figuras dos <strong>sujeitos principais (autor, coautor e autor mediato) e dos sujeitos secundários (partícipes) </strong>(BITENCOURT, 2018). </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>A doutrina aponta que a adoção da teoria monista decorre da escolha, no âmbito da causalidade, pela <strong>teoria da equivalência dos antecedentes</strong>, pois todos que contribuem volitivamente para o resultado, respondem pelo mesmo.</p></blockquote>



<p>As noções de <strong>autor </strong>e <strong>partícipe </strong>são alvos de ricos debates doutrinários, mas prevalecem na praxe e na academia a adoção de certos parâmetros para definir quem é autor e quem é partícipe no crime.</p>



<p>Autor é aquele que <strong>pratica diretamente a conduta prevista no tipo penal</strong> (<em>teoria objetivo-formal</em>) ou que, de <strong>forma mediata, se vale de um terceiro como instrumento para realizar o crime</strong> (<em>autoria mediata</em>) ou que, por capacidade decisória, tem <strong>controle e domínio sobre a realização do crime</strong> (<em>teoria do domínio do fato</em>). A <strong>coautoria </strong>seria a pluridade de pessoas agindo no papel de autor.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Sobre a <strong>teoria do domínio do fato</strong>, atribuída a Claus <strong>Roxin</strong>, Bitencourt (2018) explica que a mesma se apresenta como uma <strong>teoria objetiva-subjetiva</strong>, pois destaca as necessidades do controle pessoal e final sobre o resultado pelo agente mediato (aspecto subjetivo), bem como o domínio decisório sobre o fato (aspecto objetivo).</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>A <strong>autoria mediata</strong> tem como situações típicas o uso de <strong>inimputáveis</strong>, de pessoas em <strong>erro </strong>ou de pessoas <strong>coagidas moralmente</strong> (coação moral irresistível) como instrumentos para realização de um crime.</p></blockquote>



<p>Diferentemente, o <strong>partícipe </strong>seria o colaborador que, mesmo praticando atos relevantes para se alcançar o resultado, não se enquadra nas hipóteses mencionadas. Possui, portanto, um papel secundário e acessório no crime.</p>



<p>De forma geral, o partícipe ou <strong>instiga </strong>a realização do delito, estimulando moralmente a vontade criminosa do autor, ou é <strong>cúmplice</strong>, participando e auxiliando materialmente a prática criminosa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Relembra a doutrina que, no que diz respeito à participação, adota o Código Penal a <strong>teoria da acessoriedade limitada</strong><em>,</em> segundo a qual <strong>a participação é acessória da conduta principal e será criminosa contanto que a conduta do autor seja típica e ilícita</strong> (não precisando ser culpável).</p><p>Por exemplo, o indivíduo que instiga ato infracional cometido por inimputável responderá pela conduta típica criminosa (na ausência de uma autoria mediata), e não como partícipe de ato infracional.</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>O concurso de agentes não se confunde com a <strong>autoria colateral</strong>, na qual múltiplos agentes, sem combinação ou colaboração, agem sozinhos contra a mesma vítima, procurando o mesmo resultado, sem que uns tenham conhecimento da pretensão criminosa dos outros.</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><em>§ 2º &#8211; Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. </em> </p></blockquote>



<p>A hipótese do segundo parágrafo trata da <strong>cooperação dolosamente distinta</strong>. Neste caso, há uma ruptura na unidade criminosa. Um agente quer praticar um crime, e outro, crime diverso, mais grave.</p>



<p>Como resultado, aquele que queria praticar crime menos grave responderá pelas penas deste, salvo se o resultado mais grave for previsível.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Imagine um caso envolvendo <strong>lesão e homicídio</strong>. Dois sujeitos encontram um desafeto comum e começam a agredi-lo. O primeiro quer lesionar a vítima, enquanto o segundo quer matá-la. O primeiro desfere alguns ataques e cessa a ação, mas o segundo continua até consumar o homicídio. Dependendo da previsibilidade do resultado mais grave (por exemplo, o primeiro agente viu que o segundo sacou um revólver ao ver a vítima, ou havia mencionado que a queria morta), o agente responderá pelo crime menos grave com ou sem a causa de aumento. </p><p>Se sobre esse resultado mais grave, entretanto, existir um dolo eventual, aperfeiçoar-se-á o liame subjetivo em prol do resultado final.</p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>BITENCOURT, Cesar Roberto. Tratado de direito penal. v. 1. São Paulo: Saraiva, 2018. <br>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.  <br></p>
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