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	<title>assistência &#8211; Index Jurídico</title>
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	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
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	<title>assistência &#8211; Index Jurídico</title>
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		<title>O que é assistência simples e litisconsorcial no Processo Civil?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/intervencao-assistencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2017 14:59:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intervenção de terceiros]]></category>
		<category><![CDATA[assistência]]></category>
		<category><![CDATA[litisconsórcio]]></category>
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					<description><![CDATA[A assistência simples é a situação em que o terceiro ingressa voluntariamente no processo para auxiliar e prover assistência a uma das partes, possuindo previsão nos arts. 119 e 120, do Código de Processo Civil. Art. 119. Pendendo causa entre 2 (duas) ou mais pessoas, o terceiro juridicamente interessado em que a sentença seja favorável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>assistência simples</strong> é a situação em que o terceiro ingressa voluntariamente no processo para auxiliar e prover assistência a uma das partes, possuindo previsão nos arts. 119 e 120, do Código de Processo Civil.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 119. Pendendo causa entre 2 (duas) ou mais pessoas, o terceiro juridicamente interessado em que a sentença seja favorável a uma delas poderá intervir no processo para assisti-la.<br>Parágrafo único. A assistência será admitida em qualquer procedimento e em todos os graus de jurisdição, recebendo o assistente o processo no estado em que se encontre.</p><p><br>Art. 120. Não havendo impugnação no prazo de 15 (quinze) dias, o pedido do assistente será deferido, salvo se for caso de rejeição liminar.<br>Parágrafo único. Se qualquer parte alegar que falta ao requerente interesse jurídico para intervir, o juiz decidirá o incidente, sem suspensão do processo.</p><cite>cpc/2015</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default"><p>O interesse jurídico é pressuposto da intervenção. Não se autoriza a assistência quando o interesse for meramente econômico ou afetivo.</p><cite>DIDIER JR, 2016, p. 488.</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Assistência simples</strong></h2>



<p>Na assistência simples, o assistente tem interesses indiretos, reflexos com a demanda posta. A decisão desfavorável ao assistido pode repercutir nos interesses do assistente, mesmo que estes interesses não estejam em discussão imediatamente, como no caso de uma possível ação regressiva em segundo momento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Observe que, se o interesse fosse direto, o terceiro deveria ser parte do processo.</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default"><p>Outro caso que pode ser lembrado é o do fiador, juridicamente interessado no resultado do processo em que o afiançado e o credor discutem a validade do contrato que gerou a obrigação assegurada pela fiança. Sendo o contrato de fiança (celebrado entre fiador e credor) acessório do contrato principal, gerador da obrigação afiançada, terá o fiador interesse jurídico em que a sentença seja favorável ao afiançado (afinal, inválido o contrato principal, inválida é, também, a fiança, nos termos do art. 184 do CC).</p><cite>câmara, 2016.</cite></blockquote>



<p>O assistente simples detém <strong>capacidades instrutórias</strong>, podendo demandar a produção probatória (e arcando com os respectivos custos processuais) e assumir a defesa do interesse como substituto processual em caso de revelia. Diferente é o cenário de desistência, reconhecimento do pedido adverso ou renúncia pelo assistido:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 121. O assistente simples atuará como auxiliar da parte principal, exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido.<br>Parágrafo único. Sendo revel ou, de qualquer outro modo, omisso o assistido, o assistente será considerado seu substituto processual.</p><p><br>Art. 122. A assistência simples não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido, desista da ação, renuncie ao direito sobre o que se funda a ação ou transija sobre direitos controvertidos.</p><cite>cpc/2015</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eficácia preclusiva e exceção de má-gestão processual</strong></h2>



<p>Em regra (art. 123, do CPC), o assistente não pode posteriormente discutir a justiça da decisão prolatada no processo do assistido (notadamente a fundamentação que diz respeito ao assistente). </p>



<p>Isso significa que a matéria discutida (ex. nulidade do contrato de locação) e já transitada em um processo em que o assistente (ex. sublocatário) participou plenamente não poderá ser arguida novamente por este em um segundo processo. Esta é a eficácia preclusiva da intervenção. O dispositivo traz exceções, como os casos em que o assistente comprova que o resultado do primeiro processo decorre de má gestão do assistido.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 123. Transitada em julgado a sentença no processo em que interveio o assistente, este não poderá, em processo posterior, discutir a justiça da decisão, salvo se alegar e provar que:<br>I &#8211; pelo estado em que recebeu o processo ou pelas declarações e pelos atos do assistido, foi impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença;<br>II &#8211; desconhecia a existência de alegações ou de provas das quais o assistido, por dolo ou culpa, não se valeu.</p><cite>cpc/2015</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Assistência litisconsorcial (qualificada)</strong></h2>



<p>Já a assistência litisconsorcial ocorre quando o interesse do assistente é imediato (o interesse jurídico é dele ou ele possui legitimidade extraordinária para persegui-lo). A doutrina aponta que, em regra, trata-se de intervenção que incrementa o polo ativo da demanda.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default"><p>Em outras palavras, justifica-se seu ingresso no processo porque a demanda já ali formulada poderia ter sido proposta por ele mesmo, assistente litisconsorcial. Por isso, o art. 124 do CPC/2015 prevê que o interesse jurídico justificador da intervenção do assistente litisconsorcial consiste na perspectiva de &#8220;a sentença influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido&#8221;.<br>Considerem-se os seguintes exemplos:<br>(i) A, B e C são condôminos do imóvel, que é invadido por R. A ajuíza ação em face de R (art. 1.314 do CC). B e C podem<br>intervir como assistentes litisconsorciais de A.<br>(ii) Outros acionistas da sociedade anônima podem assistir litisconsorcialmente aquele que promoveu ação de anulação<br>de assembleia geral da companhia.<br>(iii) Outro cidadão intervém na ação popular (art. 6.º, § 5.º, da Lei 4.717/1965), como assistente litisconsorcial do autor.<br>(iv) Outro legitimado ativo intervém na ação civil pública, como assistente litisconsorcial do autor (art. 5.º, § 2.º, da Lei<br>7.347/1985).</p><cite>WAMBIER; TALAMINI, 2016.</cite></blockquote>



<p>A decisão sobre a admissão, assim como a rejeição liminar, é recorrível por meio de agravo de instrumento, sendo interessante relembrar que esta decisão, em se tratando de órgãos ou entidades federais, é de competência da Justiça Federal:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:<br>IX &#8211; admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;</p><cite>cpc/2015</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>STJ &#8211; Súmula nº 150: Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas.</p></blockquote>



<p>No caso de recursos repetitivos, o STJ possui precedente informando que <strong>não cabe assistência simples quando o pretenso assistente é parte em outro processo submetido à tese</strong>. O entendimento tende a se manter, em face da semelhante redação do art. 1.038, I, do CPC, e art. 543-C, §4º, do CPC/73.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA SIMPLES EM PROCESSO SUBMETIDO AO RITO DO ART. 543-C DO CPC.<br><strong>Não configura interesse jurídico apto a justificar o ingresso de terceiro como assistente simples em processo submetido ao rito do art. 543-C do CPC o fato de o requerente ser parte em outro feito no qual se discute tese a ser firmada em recurso repetitivo.</strong> Isso porque, nessa situação, o interesse do terceiro que pretende ingressar como assistente no julgamento do recurso submetido à sistemática dos recursos repetitivos é meramente subjetivo, quando muito reflexo, de <strong>cunho meramente econômico</strong>, o que não justifica sua admissão como assistente simples. Outrossim, o requerente não se enquadra no rol do art. 543-C, § 4º, do CPC, sendo certo ainda que nem mesmo aqueles inseridos da referida lista podem ser admitidos como assistentes no procedimento de recursos representativos, não sendo possível, também, a interposição de recurso por eles para impugnar a decisão que vier a ser prolatada. Ademais, a admissão da tese sustentada pelo requerente abriria a possibilidade de manifestação de todos aqueles que figuram em feitos que tiveram a tramitação suspensa em vista da afetação, o que, evidentemente, inviabilizaria o julgamento de recursos repetitivos. REsp 1.418.593-MS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 14/5/2014.</p><cite><strong>STJ &#8211; Informativo nº 0540</strong><em>.</em></cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 1.038. O relator poderá:<br>I &#8211; solicitar ou admitir manifestação de pessoas, órgãos ou entidades com interesse na controvérsia, considerando a relevância da matéria e consoante dispuser o regimento interno;</p><cite>cpc/2015</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>CÂMARA, Alexandre Freitas.<em> O novo processo civil brasileiro</em>. São Paulo: Atlas, 2016, recurso digital.</p>



<p>DIDIER JR., Fredie. <em>Curso de direito processual civil</em>. v. 1. Salvador: Jus Podivm, 2016.</p>



<p>WAMBIER, Luiz Rodrigues; TALAMINI, Eduardo. <em>Curso avançado de processo civil</em>: teoria geral do processo. São Paulo: Revista os Tribunais, 2016, recurso digital.</p>
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