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	<title>cifra dourada &#8211; Index Jurídico</title>
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	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
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		<title>Cifras e &#8220;cores&#8221; criminais</title>
		<link>https://indexjuridico.com/criminologia-cifras-e-cores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2017 14:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criminologia]]></category>
		<category><![CDATA[cifra dourada]]></category>
		<category><![CDATA[cifra negra]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Criminologia e no Direito Penal, são comuns classificações que dizem respeito às estatísticas e à qualidade social imputada ao agente delituoso. A doutrina, assim, emprega &#8220;cores&#8221; para identificar alguns desses delitos e como os mesmos integram as estatísticas oficiais dos órgãos de repreensão. Cifra negra e crimes do colarinho azul A cifra negra é, [&#8230;]]]></description>
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<p>Na <strong>Criminologia</strong> e no <strong>Direito Penal</strong>, são comuns classificações que dizem respeito às estatísticas e à qualidade social imputada ao agente delituoso.</p>



<p>A doutrina, assim, emprega &#8220;cores&#8221; para identificar alguns desses delitos e como os mesmos integram as estatísticas oficiais dos órgãos de repreensão.</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Cifra negra e crimes do colarinho azul</h2>



<p>A cifra negra é, resumidamente, <strong>o conjunto de crimes não comunicados aos órgãos de segurança</strong>, fugindo da ciência do Estado e esquivando-se do <em>ius puniendi</em>. É uma realidade que dificulta a eficácia das políticas criminais, da organização da segurança pública e até mesmo da elaboração normativa em âmbito criminal.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Nesse sentido, convém diferenciar a criminalidade real da criminalidade revelada e da cifra negra: a primeira é a quantidade efetiva de crimes perpetrados pelos delinquentes; a segunda é o percentual que chega ao conhecimento do Estado; a terceira, a porcentagem não comunicada ou elucidada.</p><cite><em>PENTEADO FILHO, 2012</em>.</cite></blockquote>



<p>Tradicionalmente a <strong>cifra negra</strong> diz respeito a crimes &#8220;comuns&#8221;, &#8220;de rua&#8221;, como pequenos furtos, roubos ou até mesmo crimes sexuais, nos quais é mais frequente uma carência de comunicação às autoridades (subnotificação).</p>



<p>A classificação &#8220;<strong>crimes do colarinho azul</strong>&#8221; mantém certa relação com tal cifra, pois remete aos crimes usualmente associados à parcela mais pobre da população.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>São denominados crimes do colarinho azul em alusão ao uniforme que era utilizado por operários norte-americanos no início do século XX, então chamados <em>blue-collars</em>.</p><cite>CUNHA, 2016, p. 175.</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Cifra dourada e crimes do colarinho branco</h2>



<p>A<strong> cifra dourada</strong> também representa uma situação de impunidade provocada por omissão ou falta de comunicação e registro de condutas criminosas. Entretanto, trata-se de cifra normalmente associada a <strong>crimes do colarinho branco</strong>, nos quais o <strong>poder político e econômico pode vir a fomentar elevado grau de impunidade</strong>. </p>



<p>Nesse substrato, inserem-se os inauditos esquemas de corrupção, crimes ambientais, crimes contra o sistema financeiro e outros delitos contra a Administração Pública.</p>



<p>O termo &#8220;crimes do colarinho branco&#8221; é cunhado por Edwin <strong>Sutherland</strong>, e faz referência visual às vestimentas finas do alto-escalão da sociedade.</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Complemento</h2>



<p>Estudiosos também mencionam outras facetas do fenômeno criminológico.</p>



<p>A <strong>cifra amarela</strong>, por exemplo, seria a falta de comunicação e apuração de <em>delitos cometidos por membros das próprias organizações policiais</em>, tendo em vista o medo de represálias ou vingança corporativa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Defende-se aqui a hipótese de que há uma cifra amarela, um número considerável de violências policiais contra a sociedade que, por temor de retaliações ou de uma prática vingativa por parte da corporação, não realizam as denúncias.</p><cite>AZEVEDO, online.</cite></blockquote>



<p>Também se fala em <strong>cifra verde</strong>, relativa a delitos cometidos contra o meio ambiente, mas que não chegam ao conhecimento dos órgãos públicos.</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p class="bib">AZEVEDO, José Eduardo. <em>Polícia militar</em>: a mecânica do poder. Disponível <a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)" href="https://ufrr.br/nupepa/index.php?option=com_phocadownload&amp;view=category&amp;download=78:azevedo-pm-sao-paulo&amp;id=13:disciplina-individuo-sociedade-e-construcao-da-realidade" target="_blank">online</a>.<br>CUNHA, Rogério Sanches. <i>Manual de direito penal</i>: parte geral. Salvador: JusPodivm, 2016.<br>PENTEADO FILHO, Nestor Sampaio. <i>Manual esquemático de criminologia</i>. São Paulo: Saraiva, 2012, e-book).</p>
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