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	<title>embriaguez &#8211; Index Jurídico</title>
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	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
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		<title>Art. 28 &#8211; Emoção, paixão e embriaguez</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-28-emocao-paixao-e-embriaguez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2019 15:53:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título III - Da imputabilidade penal]]></category>
		<category><![CDATA[culpabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[embriaguez]]></category>
		<category><![CDATA[emoção e paixão]]></category>
		<category><![CDATA[imputabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Código Penal: Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:
I - a emoção ou a paixão;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><strong>Emoção e paixão</strong><br>Art. 28 &#8211; Não excluem a imputabilidade penal:<br>I &#8211; a emoção ou a paixão;</p><p><br><strong>Embriaguez</strong><br>II &#8211; a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.<br>§ 1º&nbsp;&#8211; É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>§ 2º&nbsp;&#8211; A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. </p></blockquote>



<p>Ainda tratando da imputabilidade penal, neste artigo o Código apresenta o tratamento do crime cometido sob estado de <strong>emoção</strong>, <strong>paixão </strong>ou <strong>embriaguez</strong>. A definição destes estados é importante.</p>



<p><strong>Emoção e paixão </strong>são estados psicológicos relacionados com a intensificação dos sentimentos de um indivíduo. Para autores como Hungria (1978), pode-se afirmar que a emoção é uma descarga sentimental repentina, enquanto a paixão corresponderia a um estado sentimental crônico e prolongado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Pode dizer-se que a paixão é a emoção que protrai no tempo, incubando-se, introvertendo-se, criando um estado contínuo e duradouro de perturbação afetiva em torno de uma ideia fixa, de um pensamento obsidente. A emoção dá e passa; a paixão permanece, alimentando-se de si própria.</p><cite>hungria; fragoso, 1978, p. 369.</cite></blockquote>



<p>De qualquer forma, <strong>nenhum destes dois estados permite a isenção de responsabilidade&nbsp;penal</strong>. De fato, quando muito, <strong>a violenta emoção decorrente de provocação injusta da vítima pode justificar a atenuação da pena</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 65 &#8211; São circunstâncias que sempre atenuam a pena:&nbsp;<br>III &#8211; ter o agente:<br>c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou <strong>sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima</strong>; </p><cite>código penal</cite></blockquote>



<p>A <strong>embriaguez</strong>, a seu turno, é o estado de torpência causado por álcool ou outra substância de efeitos análogos (opióides, cocaína, barbitúricos etc.). Ela pode ser <strong>completa </strong>(o indivíduo perde completamente a noção e controle psicomotor, tornando-se inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento) ou <strong>parcial </strong>(o indivíduo bêbado ainda mantém certa consciência e controle dos seus atos, mas tem apenas parcial capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento).</p>



<p>Quando <strong>voluntária </strong>(o indivíduo deliberadamente queria ficar embrigado) ou <strong>culposa </strong>(o indivíduo engana-se sobre sua resistência diante da susbtância), a embriaguez que precede o delito <strong>não exclui a responsabilidade penal</strong>, independentemente de ser completa ou parcial. Nestes casos, entende-se que <strong>ação nasceu livre</strong>, mesmo que, quando da sua execução, o indivíduo não tinha mais controle sobre suas condições psicomotoras. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>É a aplicação da máxima <strong>actio libera in causa</strong> (ação livre na causa, na origem).</p><p>Então imagine que o indivíduo, para tomar &#8220;coragem&#8221;, embebeda-se antes de enfrentar o desafeto (<strong>a chamada embriaguez preordenada</strong>), vindo a lesionar este. Responderá como se não houvesse se embriagado. </p></blockquote>



<p>Na hipótese de a <strong>embriaguez decorrer de caso fortuito ou força maior </strong>(assim como outras situações involuntárias), é necessário aferir se o grau daquela. Se completa, é excluída a imputabilidade, a culpabilidade e, consequentemente, o próprio crime. Se parcial, a pena será reduzida de um a dois terços (1/3 a 2/3).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Lembre do exemplo clássico do indivíduo que está passeando em uma cervejaria e fortuitamente cai dentro do barril cheio de cerveja, saindo de lá completamente alterado e vindo a cometer um crime.</p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.<br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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