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	<title>erro de proibição &#8211; Index Jurídico</title>
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	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
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	<title>erro de proibição &#8211; Index Jurídico</title>
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	<item>
		<title>O que é o erro culturalmente condicionado no Direito Penal?</title>
		<link>https://indexjuridico.com/o-que-e-o-erro-culturalmente-condicionado-no-direito-penal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 18:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Questionamentos jurídicos]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria geral]]></category>
		<category><![CDATA[direito penal]]></category>
		<category><![CDATA[erro de proibição]]></category>
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					<description><![CDATA[O erro culturalmente condicionado é objeto de análise dos estudiosos do Direito Penal, envolvendo temáticas complexas de choques de culturas e viabilidade de aplicação da legislação penal em contextos culturais plurais e diversificados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O erro culturalmente condicionado é objeto de análise dos estudiosos do Direito Penal, envolvendo temáticas complexas de choques de culturas e viabilidade de aplicação da legislação penal em contextos culturais plurais e diversificados.</p>



<p>Em linhas gerais, a aplicação da teoria emerge nos casos em que o indivíduo de uma cultura (usualmente minoritária), ainda não internalizou aspectos de outra cultura em que se encontra inserido (ou pela qual está abrangido de alguma forma), vindo a praticar atos que, sob ótica da cultura dominante, são criminosos, enquanto na ótica de sua cultura não o são.</p>



<span id="more-1057"></span>



<p>Em tais situações, a violação da norma penal carece da típica reprovabilidade e censura social, porque não vem acompanhada de um voluntário e deliberado interesse em desprestigiar o bem jurídico e posicionar-se de forma antissocial. O que ocorre, sob o ponto de vista da cultura majoritária, é uma espécie de erro na compreensão cultural do ilícito, algo similar a um erro de proibição. </p>



<p>Nesta visão, portanto, a doutrina fala na exclusão da culpabilidade do agente por uma causa supralegal. </p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Em síntese, justifica-se a isenção de culpa do que se acha em erro de compreensão culturalmente condicionado porque não descumpre a norma por infidelidade ético-volitiva e não se encontra sob autocontradição, exatamente por entender que aquela prática é tida como válida ou necessária no seio da sua comunidade.</p><cite>torres, 2015, p. 111.</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>De uma forma geral, a questão trata da ponderação da punibilidade de agentes oriundos de culturas bastante diferentes quando praticam atos que são comuns e normais nestas culturas, mas tipicamente ilícitos fora dessa cultura. Exemplos clássicos envolvem práticas indígenas que envolvem funerais, rituais e outras práticas que compõem o modo de viver dos grupos.</p></blockquote>



<p>Um dos principais nomes por trás da teoria do erro culturalmente condicionado é Zaffaroni (1997), que, diante da pluralidade cultural, dentro das sociedades democráticas, busca soluções igualmente plurais e democráticas, humanizando e contextualizando a aplicação do Direito Penal.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>TORRES, Márcio Andrade. <em>O lugar da cultura na  culpabilidade dos índios</em>. Boletim Científico, ano 14, número 46, edição especial, Brasília/DF, 2015. <a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)" href="http://boletimcientifico.escola.mpu.mp.br/boletins/edicao/at_download/file#page=49" target="_blank">Disponível online</a>.<br>ZAFFARONI, Eugenio Raul; PIERANGELI, José Henrique. <em>Manual de Direito Penal  Brasileiro</em>. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Art. 21 &#8211; Erro de proibição ou sobre a ilicitude do fato</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-21/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2019 16:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título I - Aplicação da Lei Penal]]></category>
		<category><![CDATA[descriminante putativa]]></category>
		<category><![CDATA[erro de proibição]]></category>
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					<description><![CDATA[Erro sobre a ilicitude do fato Art. 21 &#8211; O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.Parágrafo único &#8211; Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><strong>Erro sobre a ilicitude do fato</strong></p><p>Art. 21 &#8211; O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.<br>Parágrafo único &#8211; Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência. </p></blockquote>



<p>No Direito brasileiro, vige a <strong>presunção de conhecimento da lei</strong>, não podendo ninguém deixar de cumpri-la alegando o seu desconhecimento. Trata-se de um postulado também previsto na LINDB:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art.&nbsp;3<sup>o</sup>&nbsp;&nbsp;Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. </p><cite>Lei de introdução Às normas de direito brasileiro (dec. lei nº 4.657/42)</cite></blockquote>



<p>Mesmo que a pessoa não possa se escusar do cumprimento da lei alegando seu desconhecimento, o Código Penal traz efeitos jurídicos para o erro sobre a ilicitude da conduta. O agente, nesses casos, incide em <strong>erro de proibição</strong> (o sucessor do chamado erro de direito ou <em>error juris</em> na doutrina clássica).</p>



<p>Diferente do erro de tipo, o <strong>erro de proibição</strong> ocorre diante da <strong>equivocada percepção da ilicitude do ato</strong>,&nbsp;do&nbsp;regramento&nbsp;jurídico&nbsp;e&nbsp;das&nbsp;normas proibitivas&nbsp;e permissivas, e não dos fatos em si. Em poucas palavras, o agente pensa que certo procedimento é lícito e legal, quando, na realidade, não o é. </p>



<p>O agente tem <strong>correta representação dos fatos</strong>, mas equivoca-se sobre a qualidade jurídica de sua conduta. Bitencourt (2018) chama esse fenômeno de <strong>consciência profana do injusto</strong>, que nada mais é do que o pensamento (consciência) leigo, não jurídico (profano), do injusto. Na esfera profana, leiga, o agente pensa que o ato não é ilícito.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>De uma forma geral, a doutrina só aponta a existência do erro de tipo e do erro de proibição. Se a situação pertinente tratar de erro sobre a existência ou contornos dos fatos, teremos um erro de tipo. Se a situação tratar de equívocos sobre as normas, seu conteúdo e extensão, teremos erro de proibição.</p></blockquote>



<p>O erro de proibição invencível (inevitável, desculpável, escusável) exclui a <strong>potencial consciência de ilicitude</strong>, que se encontra na culpabilidade do delito. Em outras palavras, o agente não tinha como perceber a ilicitude do fato. <strong>Minando a culpabilidade, consequentemente não há crime ou punição.</strong></p>



<p>Diferente do erro de tipo, quando o <strong>erro de proibição é evitável</strong>, o agente se beneficiará com uma redução de sua pena de um sexto a um terço (1/6 a 1/3). </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>A <strong>potencial consciência da ilicitude</strong> diz respeito à possibilidade de o agente, no contexto fático, perceber o caráter ilícito de sua conduta. É a possibilidade de perceber que se está fazendo algo errado, ilícito.</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Usualmente, a doutrina aponta ao <strong>caso do turista</strong> que pensa que o consumo de certa droga é permitida no Brasil. Ele equivoca-se sobre a proibição. Se a Justiça entender que ele, nas condições reais, não tinha como potencialmente entender que o ato era ilícito, será absolvido. Caso contrário, sua pena será reduzida.</p><p>Outro exemplo é fornecido por Estefam (2018): o <strong>indivíduo acha um relógio na rua</strong> e empreende busca pelo dono. Depois de várias tentativas, decide ficar com o bem, pois imagina que o insucesso na busca do dono lhe permite ficar com o bem da coisa perdida. A conduta que ele pensa ser permitida, entretanto, é proibida pelo art. 169, do CP.</p></blockquote>



<p>O erro de proibição trata da representação equivocada das normas. Uma das formas de se equivocar sobre a norma é imaginar que existe uma causa excludente de ilicitude que, na realidade, não existe. Trata-se da <strong>descriminante putativa</strong> ou <strong>erro de proibição indireto</strong>. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Observe a lógica por trás da expressão. <strong>Descriminante </strong>é a característica de tornar lícito, de excluir o crime, a ilicitude ou a antijuridicidade; <strong>putativa </strong>é a qualidade de uma coisa ser imaginária, hipotética.</p><p>Descriminante putativa, então, é a situação onde o indivíduo imagina que existe na lei uma hipótese excludente de ilicitude para o ato que ele pratica ou que a hipótese existente tem limites mais generosos do que os reais.</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>O exemplo clássico de descriminante putativa envolve os <strong>limites da legítima defesa</strong>: o agressor é imobilizado pela vítima, restando inofensivo. A vítima, em seguida, pega a arma do agressor e atinge-o, pensando que a legítima defesa legal permite o ato subsequente, posterior à neutralização da agressão injusta. </p></blockquote>



<p>Nas descriminantes putativas, segue-se a regra do erro de proibição: se for escusável, exclui a culpabilidade, o crime e a pena; se for inescusável, reduz a pena.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>BITENCOURT, Cesar Roberto. Tratado de direito penal. v. 1. São Paulo: Saraiva, 2018. <br>ESTEFAM, André. Direito penal: parte geral. São Paulo: Saraiva, 2018.</p>
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