<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>imputabilidade &#8211; Index Jurídico</title>
	<atom:link href="https://indexjuridico.com/tag/imputabilidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://indexjuridico.com</link>
	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
	<lastBuildDate>Mon, 28 Jan 2019 15:53:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.4.2</generator>

<image>
	<url>https://indexjuridico.com/wp-content/uploads/2023/09/cropped-cropped-Sem-titulo-1-32x32.png</url>
	<title>imputabilidade &#8211; Index Jurídico</title>
	<link>https://indexjuridico.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Art. 28 &#8211; Emoção, paixão e embriaguez</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-28-emocao-paixao-e-embriaguez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2019 15:53:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título III - Da imputabilidade penal]]></category>
		<category><![CDATA[culpabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[embriaguez]]></category>
		<category><![CDATA[emoção e paixão]]></category>
		<category><![CDATA[imputabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cp.indexjuridico.com/?p=245</guid>

					<description><![CDATA[Código Penal: Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:
I - a emoção ou a paixão;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><strong>Emoção e paixão</strong><br>Art. 28 &#8211; Não excluem a imputabilidade penal:<br>I &#8211; a emoção ou a paixão;</p><p><br><strong>Embriaguez</strong><br>II &#8211; a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.<br>§ 1º&nbsp;&#8211; É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>§ 2º&nbsp;&#8211; A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. </p></blockquote>



<p>Ainda tratando da imputabilidade penal, neste artigo o Código apresenta o tratamento do crime cometido sob estado de <strong>emoção</strong>, <strong>paixão </strong>ou <strong>embriaguez</strong>. A definição destes estados é importante.</p>



<p><strong>Emoção e paixão </strong>são estados psicológicos relacionados com a intensificação dos sentimentos de um indivíduo. Para autores como Hungria (1978), pode-se afirmar que a emoção é uma descarga sentimental repentina, enquanto a paixão corresponderia a um estado sentimental crônico e prolongado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Pode dizer-se que a paixão é a emoção que protrai no tempo, incubando-se, introvertendo-se, criando um estado contínuo e duradouro de perturbação afetiva em torno de uma ideia fixa, de um pensamento obsidente. A emoção dá e passa; a paixão permanece, alimentando-se de si própria.</p><cite>hungria; fragoso, 1978, p. 369.</cite></blockquote>



<p>De qualquer forma, <strong>nenhum destes dois estados permite a isenção de responsabilidade&nbsp;penal</strong>. De fato, quando muito, <strong>a violenta emoção decorrente de provocação injusta da vítima pode justificar a atenuação da pena</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 65 &#8211; São circunstâncias que sempre atenuam a pena:&nbsp;<br>III &#8211; ter o agente:<br>c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou <strong>sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima</strong>; </p><cite>código penal</cite></blockquote>



<p>A <strong>embriaguez</strong>, a seu turno, é o estado de torpência causado por álcool ou outra substância de efeitos análogos (opióides, cocaína, barbitúricos etc.). Ela pode ser <strong>completa </strong>(o indivíduo perde completamente a noção e controle psicomotor, tornando-se inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento) ou <strong>parcial </strong>(o indivíduo bêbado ainda mantém certa consciência e controle dos seus atos, mas tem apenas parcial capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento).</p>



<p>Quando <strong>voluntária </strong>(o indivíduo deliberadamente queria ficar embrigado) ou <strong>culposa </strong>(o indivíduo engana-se sobre sua resistência diante da susbtância), a embriaguez que precede o delito <strong>não exclui a responsabilidade penal</strong>, independentemente de ser completa ou parcial. Nestes casos, entende-se que <strong>ação nasceu livre</strong>, mesmo que, quando da sua execução, o indivíduo não tinha mais controle sobre suas condições psicomotoras. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>É a aplicação da máxima <strong>actio libera in causa</strong> (ação livre na causa, na origem).</p><p>Então imagine que o indivíduo, para tomar &#8220;coragem&#8221;, embebeda-se antes de enfrentar o desafeto (<strong>a chamada embriaguez preordenada</strong>), vindo a lesionar este. Responderá como se não houvesse se embriagado. </p></blockquote>



<p>Na hipótese de a <strong>embriaguez decorrer de caso fortuito ou força maior </strong>(assim como outras situações involuntárias), é necessário aferir se o grau daquela. Se completa, é excluída a imputabilidade, a culpabilidade e, consequentemente, o próprio crime. Se parcial, a pena será reduzida de um a dois terços (1/3 a 2/3).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Lembre do exemplo clássico do indivíduo que está passeando em uma cervejaria e fortuitamente cai dentro do barril cheio de cerveja, saindo de lá completamente alterado e vindo a cometer um crime.</p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.<br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Maioridade penal e imputabilidade</title>
		<link>https://indexjuridico.com/maioridade-penal-e-imputabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jan 2019 02:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito penal]]></category>
		<category><![CDATA[culpabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[imputabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[penal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://indexjuridico.com/?p=880</guid>

					<description><![CDATA[Um critério normativo para a definição da inimputabilidade é o critério etário, de índole objetivamente biológica. Não se perquire concretamente a capacidade do indivíduo compreender o caráter ilícito do fato ou de sua capacidade de se posicionar diante desse entendimento (ou seja, não é um critério psicológico).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Aduz o art. 27, do Código Penal:</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p><strong>Menores de dezoito anos</strong><br>Art. 27 &#8211; Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. </p></blockquote>



<p>Um critério normativo para a definição da inimputabilidade é o critério <strong>etário</strong>, de índole objetivamente <strong>biológica</strong>. Não se perquire concretamente a capacidade do indivíduo compreender o caráter ilícito do fato ou de sua capacidade de se posicionar diante desse entendimento (ou seja, não é um critério psicológico).</p>



<p>A escolha da idade de 18 anos decorre de <strong>política criminal</strong> e, inclusive, foi reiterada na Constituição de 1988:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial. </p><cite>Constituição federal de 1988</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Ao invés de assinalar o adolescente transviado com o ferrete de uma condenação penal, que arruinará, talvez irremediavelmente sua existência inteira, é preferível, sem dúvida, tentar corrigi-lo por métodos pedagógicos, prevenindo sua recaída no malefício.</p><cite>hungria; fragoso, 1978, p. 359.</cite></blockquote>



<p>Portanto, a denominada <strong>imaturidade</strong>, observada objetivamente pelo critério etário, é causa de inimputabilidade, inexistindo culpabilidade ou crime. O ato típico e ilícito praticado por crianças e adolescentes é denominado de<strong> ato infracional</strong> e é apreciado por um outro subsistema legal:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal.<br>Art. 104. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei.<br>Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato. </p><cite> Estatuto da Criança e do Adolescente (LEI Nº 8.069/90)</cite></blockquote>





<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.  <br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Art. 27 &#8211; Da maioridade penal</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-27/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 15:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título III - Da imputabilidade penal]]></category>
		<category><![CDATA[culpabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[excludente de culpabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[imputabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[inimputabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[maioridade penal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cp.indexjuridico.com/?p=237</guid>

					<description><![CDATA[Menores de dezoito anosArt. 27 &#8211; Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. Outro critério legal para a definição da inimputabilidade é o critério etário, de índole objetivamente biológica. Não se perquire concretamente a capacidade do indivíduo compreender o caráter ilícito do fato ou de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote"><p><strong>Menores de dezoito anos</strong><br>Art. 27 &#8211; Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. </p></blockquote>



<p>Outro critério legal para a definição da inimputabilidade é o critério <strong>etário</strong>, de índole objetivamente <strong>biológica</strong>. Não se perquire concretamente a capacidade do indivíduo compreender o caráter ilícito do fato ou de sua capacidade de se posicionar diante desse entendimento (ou seja, não é um critério psicológico).</p>



<p>A escolha da idade de 18 anos decorre de <strong>política criminal</strong> e, inclusive, foi reiterada na Constituição de 1988:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial. </p><cite>Constituição federal de 1988</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Ao invés de assinalar o adolescente transviado com o ferrete de uma condenação penal, que arruinará, talvez irremediavelmente sua existência inteira, é preferível, sem dúvida, tentar corrigi-lo por métodos pedagógicos, prevenindo sua recaída no malefício.</p><cite>hungria; fragoso, 1978, p. 359.</cite></blockquote>



<p>Portanto, a denominada <strong>imaturidade</strong>, observada objetivamente pelo critério etário, é causa de inimputabilidade, inexistindo culpabilidade ou crime. O ato típico e ilícito praticado por crianças e adolescentes é denominado de<strong> ato infracional</strong> e é apreciado por um outro subsistema legal:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal.<br>Art. 104. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei.<br>Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato. </p><cite> Estatuto da Criança e do Adolescente (LEI Nº 8.069/90)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>PARA EFEITOS PENAIS, O RECONHECIMENTO DA MENORIDADE DO REU REQUER PROVA POR DOCUMENTO HABIL.<br>(Súmula 74, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 15/04/1993, DJ 20/04/1993, p. 6769)</p><cite>superior tribunal de justiça</cite></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.  <br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Art. 26 &#8211; Inimputabilidade penal</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-26/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 15:22:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título III - Da imputabilidade penal]]></category>
		<category><![CDATA[culpabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[excludente de culpabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[imputabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[inimputabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cp.indexjuridico.com/?p=235</guid>

					<description><![CDATA[InimputáveisArt. 26 &#8211; É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.Redução de penaParágrafo único &#8211; A pena pode ser reduzida de um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><strong>Inimputáveis</strong><br>Art. 26 &#8211; É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.<br><strong>Redução de pena</strong><br>Parágrafo único &#8211; A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. </p></blockquote>



<p>Um primado básico da punição criminal é a <strong>imputabilidade</strong>, a possibilidade de se imputar ao sujeito a responsabilidade pelo resultado produzido. Trata-se de um dos elementos da <strong>culpabilidade</strong>, que, de forma geral, trata do juízo de reprovabilidade e censura que recai sobre o agente e das condições deste responder pelo que fez.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Pode, então, definir-se a responsabilidade como a existência dos pressupostos psíquicos pelos quais alguém é chamado a responder penalmente pelo crime que praticou.</p><cite>HUNGRIA; FRAGOSO, 1978, P. 320.</cite></blockquote>



<p>Em certas hipóteses, o agente pode sofrer de alguma <strong>condição biopsicológica</strong> que lhe impede a <strong>compreensão do caráter ilícito do fato</strong> ou a <strong>possibilidade de se determinar</strong> com base nesse entendimento. Ou seja, o agente não compreende que o ato é ilícito ou, se compreende, ele não consegue se controlar para evitar a realização do ato. Faltam-lhe os <strong>pressupostos psíquicos</strong> necessários para considerá-lo culpável.</p>



<p><strong>Entender ou compreender</strong> é o ato de observar um ato e normalmente atribuir o seu valor ético-jurídico: é um ilícito ou não? E <strong>autodeterminação</strong> é a habilidade de autogoverno, a de controlar seus atos e impulsos.</p>



<p>O Código apresenta hipóteses onde não há imputabilidade, culpabilidade ou crime, por força de <strong>condição biopsicológica</strong>:</p>



<ul><li>Doença mental;</li><li>Desenvolvimento mental incompleto ou retardado.</li></ul>



<p>Em ambos os casos, é necessário que essa condição esteja<strong> em efeito no momento da conduta</strong> e que, neste momento, o agente <strong>não tenha capacidade de discernir o ilícito ou de se determinar em não o cometer</strong>. A&nbsp;incapacidade,&nbsp;neste&nbsp;caso,&nbsp;tem&nbsp;que&nbsp;ser&nbsp;<strong>total</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>Ou seja, não é todo agente acometido por doença ou desenvolvimento mental insuficiente que irá se beneficiar. É necessário a conjunção simultânea de todas essas circunstâncias, pois há casos em que a doença só manifesta seus sintomas eventualmente, permanecendo o agente lúcido na maior parte do tempo.</p></blockquote>



<p>Se a <strong>incapacidade em discernir e se determinar for relativa</strong> (a pessoa era parcialmente capaz de entender e se determinar) a punição é mantida, mas com o benefício de uma causa de diminuição de um a dois terços (1/3 a 2/3).</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Em face do Código, a responsabilidade só deixa de existir quando inteiramente suprimidas no agente ao tempo da ação ou omissão, a capacidade de entendimento ético-jurídico ou a capacidade de adequada determinação da vontade ou de autogoverno.</p><cite> HUNGRIA; FRAGOSO, 1978, P. 321-322.</cite></blockquote>



<p>A ideia por trás destes dispositivos reside no reduzido (ou inexistente) juízo de reprovabilidade social, visto que o agente, nesses casos, age por força da doença ou de adversa condição biopsicológica pessoal. Não há a malícia que envolve o delito comum. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.<br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
