<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>tentativa inidônea &#8211; Index Jurídico</title>
	<atom:link href="https://indexjuridico.com/tag/tentativa-inidonea/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://indexjuridico.com</link>
	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 Jan 2019 16:32:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.4.2</generator>

<image>
	<url>https://indexjuridico.com/wp-content/uploads/2023/09/cropped-cropped-Sem-titulo-1-32x32.png</url>
	<title>tentativa inidônea &#8211; Index Jurídico</title>
	<link>https://indexjuridico.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Art. 17 &#8211; Crime impossível ou tentativa inidônea</title>
		<link>https://indexjuridico.com/art-17/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jan 2019 16:32:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Parte geral]]></category>
		<category><![CDATA[Título II - Do crime]]></category>
		<category><![CDATA[crime impossível]]></category>
		<category><![CDATA[tentativa inidônea]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cp.indexjuridico.com/?p=193</guid>

					<description><![CDATA[Crime impossívelArt. 17 &#8211; Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. O crime impossível representa uma situação de atipicidade decorrente da ineficácia absoluta do meio ou da absoluta impropriedade do objeto, situações que tornam impossível a consumação do delito. Nestes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p><strong>Crime impossível</strong><br>Art. 17 &#8211; Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. </p></blockquote>



<p>O <strong>crime impossível</strong> representa uma situação de <strong>atipicidade </strong>decorrente da ineficácia absoluta do meio ou da absoluta impropriedade do objeto, situações que tornam impossível a consumação do delito. Nestes casos, não há lesividade perante o bem jurídico protegido, inexistindo também punição.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-specialquote"><p>O crime impossível também é denominado de tentativa inidônea ou inadequada.</p></blockquote>



<p>Essa inadequação pode decorrer da ineficácia absoluta do meio ou da absoluta impropriedade do objeto.</p>



<p>A <strong>ineficácia absoluta do meio</strong> diz respeito ao instrumento escolhido pelo agente para o fim criminoso. Este meio deve ser <strong>essencialmente ineficaz</strong> para a produção do resultado pretendido. Um exemplo: o indivíduo, querendo lesionar alguém, desfere um golpe com uma faca de brinquedo, retrátil. </p>



<p>A <strong>absoluta impropriedade do objeto</strong> diz respeito ao objeto ou alvo sobre o qual recai a conduta criminosa. Esse objeto deve ser, por natureza ou condição, incompatível com o resultado buscado (como um cadáver para o homicídio ou a mulher não grávida para o aborto).</p>



<p>Para o Código, a inidoneidade deve ser <strong>absoluta</strong>, adotando aquele a <strong>teoria objetiva temperada (ou intermédia)</strong>. Assim, <strong>a inidoneidade relativa ainda permite a punição da tentativa</strong>.  Explica Hungria:</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>Dá-se a inidoneidade relativa do meio quando este, embora normalmente capaz de produzir o evento intencionado, falha no caso concreto, por uma circunstância acidental na sua utilização. Exemplo: um indivído visa ao seu adversário com um revólver e dá ao gatilho, mas a arma nega fogo.</p><cite>HUNGRIA; FRAGOSO, 1978, p. 100.</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto.<br> (Súmula 567, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 24/02/2016, DJe 29/02/2016)</p><cite>Superior tribunal de justiça</cite></blockquote>



<p>Também é possível verificar inidoneidade relativa no que diz respeito ao objeto. Um caso seria, por exemplo, a entrega de um veneno ao indivíduo que, tempos antes, tomou remédio ou substância química que, coincidentemente, neutraliza os efeitos do veneno.</p>



<p>Nas situações de inidoneidade relativa, o bem jurídico existia e foi exposto a uma <strong>lesividade real</strong>, o que permite a punição.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>HUNGRIA, Nelson; FRAGOSO, Heleno Cláudio. Comentários ao código penal. v. 1, tomo II. Rio de Janeiro: Forense, 1978.  <br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
