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	<title>tributário &#8211; Index Jurídico</title>
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	<description>Ciências jurídicas e temas correlatos</description>
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	<title>tributário &#8211; Index Jurídico</title>
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		<title>STJ – Súmula nº 626 comentada</title>
		<link>https://indexjuridico.com/stj-sumula-no-626-comentada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2019 20:12:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Súmulas (STJ)]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[stj]]></category>
		<category><![CDATA[súmula]]></category>
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					<description><![CDATA[A Súmula nº 626, do Superior Tribunal de Justiça, foi publicada em 17 de dezembro de 2018, após julgamento pela Primeira Seção do Tribunal em 12 do mesmo mês: Súmula 626 &#8211; A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável ou de expansão urbana não está condicionada à [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Súmula nº 626, do Superior Tribunal de Justiça, foi publicada em 17 de dezembro de 2018, após julgamento pela Primeira Seção do Tribunal em 12 do mesmo mês:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>Súmula 626 &#8211; A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos elencados no art. 32, §1º, do CTN.</p></blockquote>



<p>O entendimento do STJ, cristalizado e consolidado no enunciado acima, trata da incidência do imposto sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU).</p>



<p>No enunciado, a Corte adota uma tese fazendária, no sentido de que a incidência do imposto independe da efetiva existência de melhorias e facilidades típicas das áreas urbanas, bastando que a lei defina o local como urbanizável ou de expansão urbana (situações comuns em loteamentos).</p>



<p>De fato, o CTN elenca algumas circunstâncias que indicam a existência de uma zona urbana:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município.<br>§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:<br>I &#8211; meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;<br>II &#8211; abastecimento de água;<br>III &#8211; sistema de esgotos sanitários;<br>IV &#8211; rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;<br>V &#8211; escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado.<br>§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior.</p></blockquote>



<p>Para o STJ, entretanto, a inexistência desses melhoramentos não impede a incidência do imposto, desde que na lei a área conste como urbanizável ou de expansão urbana, conforme explicita o segundo parágrafo do dispositivo.</p>
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		<item>
		<title>STJ – Súmula nº 625 comentada</title>
		<link>https://indexjuridico.com/stj-sumula-no-625-comentada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2019 20:11:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Súmulas (STJ)]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[súmula]]></category>
		<category><![CDATA[tributário]]></category>
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					<description><![CDATA[A Súmula nº 625, do Superior Tribunal de Justiça, foi publicada em 17 de dezembro de 2018, após julgamento pela Primeira Seção do Tribunal em 12 do mesmo mês: Súmula 625 &#8211; O pedido administrativo de compensação ou de restituição não interrompe o prazo prescricional para a ação de repetição deindébito tributário de que trata [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Súmula nº 625, do Superior Tribunal de Justiça, foi publicada em 17 de dezembro de 2018, após julgamento pela Primeira Seção do Tribunal em 12 do mesmo mês:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-jusquote"><p>Súmula 625 &#8211; O pedido administrativo de compensação ou de restituição não interrompe o prazo prescricional para a ação de repetição de<br>indébito tributário de que trata o art. 168 do CTN nem o da execução<br>de título judicial contra a Fazenda Pública.</p><cite>stj</cite></blockquote>



<p>O entendimento do STJ, cristalizado e consolidado no enunciado acima, trata da prescrição relativa à ação de repetição de indébito tributário e à execução de título judicial contra a Fazenda Pública.</p>



<p>Para a Corte, o fato de o contribuinte ter requerido administrativamente a compensação ou a restituição do tributo pago indevida ou equivocadamente não interrompe o prazo para o contribuinte fazer uso da via judicial em busca da repetição do indébito ou da execução de título judicial contra a Fazenda.</p>



<p>Na visão dos Ministros:</p>



<p class="ementa">Não procede a alegação da agravante de que não poderia executar o título judicial antes de ter certeza de que a compensação que requerera no âmbito administrativo não seria homologada, tendo em vista que, constatada a resistência ou a demora da Receita Federal para efetuar a compensação, deveria a parte interessada propor a respectiva ação de execução para assegurar o seu direito. (STJ &#8211; AgRg no REsp nº 1.371.686 &#8211; SC)</p>



<p>A restituição é prevista no art. 165, do CTN, e pode decorrer de diversas circunstâncias, como o pagamento a maior equivocado, o reconhecimento posterior de que o tributo era indevido, do reconhecimento da inexistência do fato gerador etc.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos:<br>I &#8211; cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;<br>II &#8211; erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento;<br>III &#8211; reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.</p><cite> <em>Código Tributário Nacional</em> </cite></blockquote>



<p>Em todas estas hipóteses, o contribuinte tem o prazo de 5 anos para pleitear judicialmente a restituição:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-lexquote"><p>Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados:<br>I &#8211; nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário;<br>II &#8211; na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.</p><cite> <em>Código Tributário Nacional</em> </cite></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Extrafiscalidade e efeito de confisco</title>
		<link>https://indexjuridico.com/extrafiscalidade-e-efeito-de-confisco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Mar 2018 13:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito tributário]]></category>
		<category><![CDATA[exrafiscalidade]]></category>
		<category><![CDATA[fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[tributário]]></category>
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					<description><![CDATA[A extrafiscalidade é uma característica imbuída em alguns tributos. As exações tributárias que possuem tal natureza não encerram seus interesses na mera arrecadação de recursos para o Estado (natureza típica fiscal, como o imposto de renda), sendo de interesse precípuo também a fiscalização e regulação de certas atividades econômicas. Nestas situações, explica a doutrina que a tributação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>extrafiscalidade </strong>é uma característica imbuída em alguns tributos. As exações tributárias que possuem tal natureza não encerram seus interesses na mera arrecadação de recursos para o Estado (natureza típica fiscal, como o imposto de renda), sendo de interesse precípuo também a fiscalização e regulação de certas atividades econômicas. Nestas situações, explica a doutrina que a tributação é usada como &#8220;<em>instrumento de intervenção estatal no meio social e na economia privada</em>” (BECKER, 2010, p. 629).</p>
<p>Estas finalidades, consequentemente, implicam um <strong>tratamento diferenciado</strong> aos tributos extrafiscais, na medida em que, em regra, estes não se sujeitam a certos limites do poder de tributar, possuindo maleável manuseio. São tributos como o imposto de importação, que apresentam alíquotas elevadas (exatamente para frear a importação e fomentar o mercado interno) e majorações aplicáveis de imediato, sem necessidade de se aguardar o prazo de noventa dias ou o início do exercício financeiro seguinte (hipóteses de anterioridade).</p>
<p>Essa condição diferenciada pode levar a uma situação de abuso e <strong>confisco</strong>, situações em que a propriedade do contribuinte é desarrazoadamente tolhida.</p>
<p class="lex">CF/88: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte,<strong> é vedado</strong> à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:<br />
IV &#8211; <strong>utilizar tributo com efeito de confisco</strong>;</p>
<p>Para Aliomar Baleeiro, tributos confiscatórios seriam aqueles que &#8220;<em>absorvem parte considerável do valor da propriedade, aniquilam a empresa ou impedem o exercício de atividade lícita e moral</em>&#8221; (1977, p. 262).</p>
<p>A extrafiscalidade, com efeito, não é refúgio para que se ignorem direitos fundamentais do contribuinte. Sobre a questão, afirma Goldschmidt (2007, p. 195):</p>
<p class="cit">A tributação extrafiscal é admitida em certas circunstâncias pela Carta, mas, como ensinou Casanova, tal fato não excepciona o princípio do não-confisco, que incide quando se fizerem presentes seus pressupostos. Admite-se uma elevação da tributação por conta da extrafiscalidade (quando a mesma esteja permitida, evidentemente), mas essa elevação não pode chegar à medida da destruição, da penalização, ou da aniquilação de outros direitos do contribuinte, mesmo porque o constituinte não excepcionou a observância do art. 150, IV, nas hipóteses em que permitiu o uso extrafiscal da tributação. Ou seja, <strong>o princípio do não-confisco não só é plenamente aplicável à extrafiscalidade</strong>, como igualmente não sofre qualquer restrição no que concerne aos seus contornos qualitativos (salvo casos expressos).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Referências</h2>
<p class="bib">BALEEIRO, Aliomar. <em>Limitações constitucionais ao poder de tributar</em>.Rio de Janeiro: Forense, 1977.</p>
<p class="bib">BECKER, Alfredo Augusto. <em>Teoria Geral do Direito Tributário</em>. São Paulo: Noeses, 2010.</p>
<p class="bib">GOLDSCHMIDT, Fabio Brun. <em>O princípio do Não-Confisco no Direito Tributário</em>. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003.</p>
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		<item>
		<title>Noções sobre a regra matriz de incidência tributária</title>
		<link>https://indexjuridico.com/nocoes-sobre-a-regra-matriz-de-incidencia-tributaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Mar 2018 21:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito tributário]]></category>
		<category><![CDATA[alíquota]]></category>
		<category><![CDATA[base de cálculo]]></category>
		<category><![CDATA[regra matriz]]></category>
		<category><![CDATA[tributário]]></category>
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					<description><![CDATA[No âmbito da ciência tributária, a chamada regra matriz de incidência tributária é uma ferramenta didática que nos revela critérios que identificam e individualizam a exação. Trata-se de um útil desenho do tributo, contribuindo para a verificação da fenomenologia da subsunção do fato à norma, e permitindo a visualização dos efeitos jurídicos pertinentes à incidência [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito da ciência tributária, a chamada<strong> regra matriz de incidência tributária </strong>é uma ferramenta didática que nos revela <strong>critérios que identificam e individualizam a exação</strong>. Trata-se de um útil desenho do tributo, contribuindo para a verificação da fenomenologia da subsunção do fato à norma, e permitindo a visualização dos efeitos jurídicos pertinentes à incidência tributária. <em>Paulo de Barros Carvalho</em> (2011, p. 316) faz uma explanação:</p>
<p class="cit">O objeto sobre o qual converge o nosso interesse é a fenomenologia da incidência da norma tributária em sentido estreito ou regra-matriz de incidência tributária. Nesse caso, diremos que houve a subsunção, quando o fato (fato jurídico tributário constituído pela linguagem prescrita pelo direito positivo) guardar absoluta identidade com o desenho normativo da hipótese (hipótese tributária). Ao ganhar concretude o fato, instala-se automática e infalivelmente, como diz Alfredo Augusto Becker, o laço abstrato pelo qual o sujeito ativo torna-se o titular do direito subjetivo público de exigir a prestação, ao passo que o sujeito passivo ficará na contingência de cumpri-la.</p>
<p>Na conformação da regra matriz, encontramos dois momentos: <strong>antecedente</strong> e <strong>consequente</strong>. No primeiro, temos um enunciado hipotético pelo qual se determinam três parâmetros que individualizam o fato jurídico tributário: <strong>material</strong>, <strong>espacial</strong> e <strong>temporal</strong>. No <strong>conseqüente</strong>, encontramos a regulação prescritiva, a determinação das obrigações decorrentes da concretização dos critérios antecedentes. Neste momento temos dois parâmetros: <strong>pessoal</strong> e <strong>quantitativo</strong>.</p>
<p><em>Alfredo Augusto Becker</em> (2010, p. 350), ainda, resume essa sistematização à ideia de núcleo e de elementos adjetivos, guiados por certas “coordenadas”:</p>
<p class="cit">A dissecação de toda e qualquer hipótese de incidência mostrará que ela se compõe de um único núcleo e de um ou mais elementos adjetivos e que ela somente poderá se realizar na época e no espaço que foram previstos pelas coordenadas de tempo e lugar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O antecedente da regra matriz</h2>
<p>O <strong>critério material</strong>, que se insere no antecedente da regra matriz de incidência tributária, <strong>descreve uma atividade, uma atuação, um comportamento</strong> rodeado por circunstâncias temporais e espaciais. É normalmente avistado através de um <strong>verbo</strong>. Sobre esta anotação específica, Carvalho (2011, p. 326) adverte:</p>
<p class="cit">Regressando ao tópico da transcendente importância do verbo, para a definição do antecedente da norma-padrão do tributo, quadra advertir que não se pode utilizar os da classe dos impessoais (como haver), ou aqueles sem sujeito (como chover), porque comprometeriam a operatividade dos desígnios normativos, impossibilitando ou dificultando seu alcance. Isso concerne ao sujeito, que pratica a ação, e bem assim ao complemento do predicado verbal, que, impreterivelmente, há de existir. Descabe falar-se, portanto, de verbos de sentido completo, que se expliquem por si mesmos. É forçoso que se trate de verbo pessoal e de predicação incompleta, o que importa a obrigatória presença de um complemento.</p>
<p>O <strong>critério espacial</strong> descreve o <strong>local onde se aperfeiçoa o critério material</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <strong>critério temporal</strong>, por sua vez, determina <strong>quando, em uma linha cronológica, a hipótese se aperfeiçoa e revela-se apta a gerar efeitos jurídicos</strong>.</p>
<p class="dest">Nota: é válido ressaltar <strong>a importância de se saber com precisão o momento em que o fato descrito na norma tributária ocorre</strong>. Com efeito, aperfeiçoada a hipótese, gerando suas consequências típicas, surge um liame obrigacional entre ente tributante e contribuinte. A partir deste momento, há obrigação tributária, e este marco é de grande importância para aferição, por exemplo, da decadência do direito de lançar o tributo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O consequente da regra matriz</h2>
<p>No consequente da regra matriz de incidência tributária, estamos diante de uma <strong>efetiva incidência</strong>, mas que pode ser visualizada e estudada abstratamente.</p>
<p>Neste momento, temos as características básicas da obrigação que nasce entre contribuinte/responsável e Fisco. Podemos, portanto, analisar os dois critérios que compõem o consequente da regra matriz: critério pessoal e critério quantitativo. Becker traduz esse consequente como a irradiação da incidência da regra jurídica sobre a hipótese de incidência. Diz o autor que:</p>
<p class="cit">[&#8230;] a irradiação da relação jurídica é um efeito (consequência) jurídico da incidência da regra jurídica. (BECKER, 2010, p. 361).</p>
<p>Pelo <strong>critério pessoal</strong>, buscamos os <strong>sujeitos da relação proveniente da materialização da hipótese de incidência</strong>. Trata-se dos sujeitos ativo e passivo.</p>
<p>Quanto ao <strong>critério quantitativo</strong>, temos a <strong>dimensão pecuniária da prestação tributária</strong>. <strong>Trata-se da verificação da base de cálculo e da alíquota do tributo</strong>. Com efeito:</p>
<p class="cit">[&#8230;] é no critério quantitativo que encontraremos referências às grandezas mediante as quais o legislador pretendeu dimensionar o fato jurídico tributário, para efeito de definir a quantia a ser paga pelo sujeito passivo, a título de tributo.” (CARVALHO, 2011, p. 353).</p>
<p>A <strong>base de cálculo</strong> é uma dimensão monetária do objeto tributável sobre a qual incide uma operação matemática (alíquota), a fim de se determinar a quantia devida do tributo.</p>
<p>As <strong>alíquotas</strong> são as referidas operações matemáticas, podendo ser específicas, quando determinam uma relação de quantia de tributo a ser pago por unidade de medida prevista em lei, daquele objeto tributável, seja por peso, tamanho etc.; também podem ser <em>ad valorem</em>, isto é, determina-se uma <strong>percentagem</strong> que deve recair sobre o valor do produto ou operação.Podem, ainda, ser mistas, fazendo uso dos dois sistemas anteriores.</p>
<p>A análise do antecedente e consequente da regra matriz de incidência tributária permite uma compreensão teórica e prática do tributo, pois se desenha um esqueleto de sua existência normativa e aplicação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Referências</h2>
<p class="bib">BECKER, Alfredo Augusto. <em>Teoria Geral do Direito Tributário</em>. São Paulo: Noeses, 2010.</p>
<p class="bib">CARVALHO, Paulo de Barros. <em>Curso de direito tributário</em>. São Paulo: Saraiva, 2011.</p>
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